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Montar, para mim, é somar intenção e tempo à imagem, ao som e ao movimento do material bruto. É subtrair até chegar ao discurso. E, sobretudo, é estar disponível para ser afetada pelo processo e pelo filme e para olhar para o mundo através dos olhos de quem o dirige.

Montar, para mí, es sumar intención y tiempo a la imagen, al sonido y al movimiento del material bruto. Es sustraer hasta llegar al discurso. Y sobre todo, es estar disponible para ser afectada por el proceso, por el film y para ver el mundo a través de los ojos de quien lo dirige.

Portfólio 2025 - Alguns trechos
FILMOGRAFIA
FILMOGRAFIA DESTACADA
Glossário Audiovisual para o Museu das Favelas - parte 1 (2025)
Glossário Audiovisual

Dir.: Luiza Fagá

30', 2025

diretora, fotógrafa e montadora |

directora, fotografa y montadora

Parto de uma exposição para trabalhar coletivamente seus conceitos-chave, de forma a construir coletivamente um repertório de verbetes e significados. Nesse glossário polifônico, a dissonância interessa tanto quando a harmonia.
Investigação em curso. Sua primeira materialização foi feita em parceria com o Museus da Favelas, para a exposição "Imaginação Radical: 100 Anos de Frantz Fanon".


Parto de una exposición para trabajar colectivamente sus conceptos clave, con el fin de construir juntos un repertorio de entradas y significados. En este glosario polifónico, la disonancia es tan interesante como la armonía.
Investigación en curso. Su primera materialización se llevó a cabo en colaboración con el Museus da Favelas, para la exposición «Imaginación Radical: 100 años de Frantz Fanon».

Afrontosa

Dir.: Coraci Ruiz e Julio Matos, 100',

em pós-produção

montadora e roteirista | montadora y guionista

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Depois de anos em situação de rua, Suzy Santos encontrou na militância um caminho profissional. Da vivência como usuária de programas sociais, ela se reinventou como gestora, e hoje dedica-se a cuidar de pessoas vulneradas e a enfrentar a transfobia na conservadora cidade de Campinas, no interior do Brasil. Trans, preta e periférica, Suzy saiu das ruas para entrar na política.

Tras pasar años viviendo en la calle, Suzy Santos encontró en el activismo una salida profesional. A partir de su experiencia como beneficiaria de programas sociales, se reinventó a sí misma como gestora y, en la actualidad, se dedica a cuidar de personas vulnerables y a luchar contra la transfobia en la conservadora ciudad de Campinas, en el interior de Brasil. Trans, negra y procedente de la periferia, Suzy salió de las calles para entrar en la política.

Itarakú | teaser
Itakarú

Dir.: Tau Luna Acosta e Luiza Fagá

21', 2025

co-diretora, fotógrafa e montadora |

co-directora, fotografa y montadora

Se fosse possível imaginar um retorno ao que você considera “casa”, como seria?
Itakarú é um dispositivo documental que parte dessa pergunta para ativar a esperança como impulsora de transformação política. Seis colombianes LGBTQIA+ residentes em Barcelona embarcam em viagens imaginárias de regresso ao país de origem. O que se “documenta” é o latência singular de cada desejo – ou, em alguns casos, a impossibilidade, inclusive, de desejar.

Si fuera posible imaginar un regreso a lo que consideras "casa", ¿cómo sería?
Itakarú es un dispositivo documental que parte de esta pregunta para activar la esperanza como impulsora de transformación política. Seis colombianos LGTBQIA+ residentes en Barcelona embarcan en viajes imaginarios de regreso a su país de origen. Lo que se "documenta" es la latencia singular de cada deseo -o, en algunos casos, la imposibilidad de siquiera desear-.

Germino pétalas no asfalto | Germino pétalos en el asfalto

Dir.: Coraci Ruiz e Julio Matos, 79', 2022

montadora e roteirista | montadora y guionista

Blooming on the Asphalt

Quando Jack inicia seu processo de transição de gênero, o Brasil mergulha em uma onda de extremo conservadorismo. Por meio de um olhar íntimo sobre o cotidiano de Jack e seus amigos, vemos florescer uma rede de afeto e solidariedade que se constitui em um contexto adverso.

Cuando Jack inicia su proceso de transición de género, Brasil se zambulle en una ola de conservadurismo extremo. Por medio de una mirada íntima sobre el cotidiano de Jack y de sus amigos, vemos florecer una red de afecto y solidaridad que se constituye en un contexto adverso.

Trecho do documentário Limiar (2020)
Limiar | Umbral

Dir.: Coraci Ruiz, 77', 2020

montadora e roteirista | montadora y guionista

Documentário autobiográfico realizado por uma mãe que acompanha a transição de gênero de seu filho adolescente: entre 2016 e 2019 ela o entrevista abordando os conflitos, certezas e incertezas que o perpassam numa busca profunda por sua identidade. Ao mesmo tempo, ela também passa por um processo de transformação que a obriga a romper velhos paradigmas, enfrentar medos e desmantelar preconceitos.

Documental autobiográfico realizado por una madre que acompaña la transición de género de su hijo adolescente: entre 2016 y 2019 ella lo entrevista abordando los conflictos, certezas e incertidumbres que lo traspasan en una búsqueda profunda por su identidad. Al mismo tiempo, ella también pasa por un proceso de transformación que la obliga a romper viejos paradigmas, enfrentar miedos y desmantelar prejuicios.

Tânato | Tánato

Dir.: Luiza Fagá, 8', 2019

diretora, fotógrafa e montadora |

directora, fotografa y montadora

Thanatos (2019)

"As asas de cera, o vôo, sonhar-se pássaro / Delírios permitidos pela ética grega / Proibido é o sol / A moral do mito de Ícaro é a prudência".

Ícaro, o artista holandês Bas Jan Ader e o robô Knightscope K5 parecem ter algo em comum: a imprudência. Essa peça experimental versa sobre nosso impulso de vida e morte. A narrativa, baseada em anedotas tão profundas quando mundanas, combina material de arquivo e original.

“Las alas de cera, el vuelo, soñarse pájaro / Delirios permitidos por la ética griega / Prohibido es el sol / La moral del mito de Ícaro es la prudencia”.

Icaro, el artista holandés Bas Jan Ader, el robot Knightscope K5 parecen tener algo en común: la imprudencia. Esta pieza experimental versa sobre nuestro impulso de vida y muerte. La narrativa, basada en anécdotas tan profundas como mundanas, combina material de archivo y original.

Hilda Hilst

Dir.: Luiza Fagá, 8', 2015

diretora, fotógrafa e montadora |

directora, fotografa y montadora

Video installation - Hilda Hilst (Itaú Cultural, 2015)

"A minha Casa é guardiã do meu corpo / E protetora de todas minhas ardências". Esta vídeo-instalação, feita para a mostra Ocupação Hilda Hilst (Itaú Cultural), combina material de arquivo acumulado ao longo de anos pelo escritor Mora Fuentes, amigo de Hilda que morava com ela na Casa do Sol, e imagens originais produzidas nesse mesmo espaço, tão sagrado para a autora e tão presente em sua obra.

“Mi casa es guardiana de mi cuerpo / Es protectora de todos mis ardores”. Esta video-instalación, hecha para la muestra Ocupação Hilda Hilst (Itaú Cultural), combina material de archivo acumulado a lo largo de años por el escritor Mora Fuentes, amigo de Hilda que vivía con ella en la Casa del Sol, e imágenes originales producidas en ese mismo espacio, tan sagrado para la autora y tan presente en su obra.

O presente é um animal que habita o meu estômago
El presente es un animal que vive en mi estómago

Dir.: Luiza Fagá, 10', 2013

diretora e montadora |

directora y montadora

The present is an animal that lives in my stomach (Brazil / The Netherlands, 2013, 10’)

Curta-metragem experimental feito inteiramente com material de arquivo. Versa sobre o tempo e questões fúteis e fundamentais da existência humana. É fruto de uma pesquisa artística em transcriação da literatura para o meio audiovisual.

Cortometraje experimental hecho íntegramente con material de archivo. Trata sobre el tiempo y cuestiones fútiles y fundamentales de la existencia humana. Fruto de una investigación artística en transición entre la literatura y el medio audiovisual.

BIO

BIO

LuizaFagá_por_TomásFranco-24_edited.png

Luiza Fagá é roteirista e montadora. Em seu portfólio destacam-se os documentários de longa-metragem “Germino Pétalas no Asfalto”, dirigido por Coraci Ruiz e Julio Matos, que estreou no Festival de Tiradentes, no Brasil, em 2022, e “Limiar”, dirigido por Coraci Ruiz, que estreou no MIX Brasil em 2020 e foi exibido em festivais de destaque como o Hot Docs, no Canadá, em 2021.

Em sua investigação atual, o Glossário Audiovisual, parte de uma exposição para construir coletivamente um repertório de verbetes e significados num glossário polifônico. Sua primeira materialização foi feita em parceria com o Museus da Favelas, para a exposição “Imaginação Radical: 100 Anos de Frantz Fanon”.

Seus trabalhos autorais incluem o curta experimental “O presente é um animal que habita o meu estômago”, exibido no Images Festival no Canadá em 2015; “Tânato”, apresentado no Arts Santa Mónica, em Barcelona, e “Itakarú”, codirigido com o artista visual Tau Luna Acosta e exibido no Centre d’Art la Panera, na Espanha.

É mestre em cinema pela Academia de Cinema da Holanda (Netherlands Film Academy-AHK), estudou Análise do Discurso na Universidade de Buenos Aires (UBA) e concluiu o Programa de Estudos Independentes no Museu de Arte Contemporâneo (PEI-MACBA).

Luiza Fagá es guionista y montadora. En su trayectoria destacan los largometrajes documentales «Germino Pétalas no Asfalto», dirigido por Coraci Ruiz y Julio Matos, que se estrenó en el Festival de Tiradentes, en Brasil, en 2022, y «Limiar», dirigido por Coraci Ruiz, que se estrenó en el MIX Brasil en 2020 y se proyectó en festivales destacados como el Hot Docs, en Canadá, en 2021.

En su investigación actual, el Glosario Audiovisual parte de una exposición para construir colectivamente un repertorio de entradas y significados en un glosario polifónico. Su primera materialización se llevó a cabo en colaboración con Museus das Favelas, para la exposición «Imaginación Radical: 100 años de Frantz Fanon».

Entre sus trabajos de autor se incluyen el cortometraje experimental «El presente es un animal que habita en mi estómago», proyectado en el Images Festival de Canadá en 2015; «Tanato», presentado en Arts Santa Mónica, en Barcelona, y «Itakaru», codirigido con el artista visual Tau Luna Acosta y proyectado en el Centre d’Art la Panera, en España.

Tiene un máster en cine por la Academia de Cine de los Países Bajos (Netherlands Film Academy-AHK), estudió Análisis del Discurso en la Universidad de Buenos Aires (UBA) y completó el Programa de Estudios Independientes en el Museo de Arte Contemporáneo (PEI-MACBA).

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